Nestes dias que tanto se fala de justiça e de casos que se encontram em julgamento, gostava de lembrar alguns casos de trâmites mais ou menos obscuros, ou pelo menos duvidosos, mas que, ninguém pode por em causa, pois vivemos num “estado de direito” e como tal, não podemos acusar inocentes, sem provas.
Queria apenas lembrar alguns casos mediáticos que até agora, tiveram honras de abertura de telejornais, mas em que os seus visados, nada sofreram.
A nossa justiça e perdoem-me a analogia assemelha-se à “partícula de Deus”, desconfiamos que existe, mas não conseguimos comprovar, então gastamos rios de dinheiro a tentar encontrá-la, quando de facto seria muito mais bem empregue, noutros campos da ciência. Bom, mas isso fica para outra altura.
A aludida analogia não é, a meu ver, totalmente despropositada, pois, é de facto tão raro encontrar justiça neste país, como a “Partícula de Deus” no famoso e megalómano, “micro-caos”, ou “máquina da criação”, desenvolvido pelo CERN.
A justiça em Portugal rege-se pela mesma bitola, investiga-se, investiga-se, gasta-se, gasta-se, mas qual a consequência? Uma mão cheia de nada.
Queria relembrar alguns casos mediáticos, que acabam por se perder nas brumas da memória, não serão culpados por nada, serão apenas inocentes, vitimas das famosas “cabalas”, que se tornou num hábito referir.
Casos como Valentim Loureiro, acusado em processo de fraude e benefícios a clubes, arquivado por falta de provas, apanhado em casos de terrenos que valorizam de manhã para a tarde, tal como o seu famoso filho e cantor, dos extintos Ban. Oliveira Costa Ilustre Presidente do BPN e antigo Secretário de estado de Cavaco, Dias loureiro, também metido na mesma embrulhada, Vale e Azevedo, inteligente e proeminente advogado que teve a possibilidade de ser filmado a sair dos calabouços e imediatamente detido, passados 6 segundos, num ridículo cenário circense. Poderia falar dos ilustres pedófilos e demais comandita de tresloucados “virados”, enfim, teria muito mais a mencionar, mas estes chegam para demonstrar a falta de justiça e vergonha. Outro também visado pela justiça e evidentemente inocente será Isaltino de Morais, esse famoso presidente que apenas ficou com uns trocos do que sobrou da campanha e despretensiosamente depositou numa conta na Suiça em favor de um sobrinho. Como pode ser censurado tamanho acto de solidariedade. Ainda acerca deste caso, tivemos a oportunidade de assistir ainda hoje a mais uma evolução positiva, para ele claro, mais um tiro no pé da justiça, na medida em que, parece darem-lhe razão na medida dilatória requerida para aferir da legitimidade dos recursos apresentados.
Torna-se de facto caricato, para não dizer mais, não eu para a “frigideira” por tamanha desconsideração e demonstração pública por estes arguidos ou ex-arguidos, na maior parte dos casos a cruzarem-se comigo no centro comercial.
A crença de que os famosos se rodeiam de proeminentes advogados da nossa praça, que lhes cobram 500€/hora e que usam de todas as medidas dilatórias, próprias de um sistema com excesso de justiça, cria obviamente um sentimento de que esses nunca serão condenados por prescrição dos prazos, enquanto um tipo que furta uma galinha para comer, é condenado sem apelo nem agravo, pois já é reincidente, já tinha roubado mais dois coelhos, no ano passado.
Se porventura conhecerem algum político, que efetivamente esteja preso, pelos crimes para os quais foi condenado, desses políticos de colarinho branco, mediáticos, podem deixar-me em comentário a este post, o qual muito agradeço.
Tenho um impulso muito grande para tecer comentários acerca do caso “Casa Pia”, mas vou-me ficar apenas pelas intenções, no final de contas os Srs., visados nesse processo já passaram muito, que dois ou três parágrafos meus, nenhuma moça lhes provocaria.
Realmente é tão difícil encontrar justiça em Portugal que, quando descobrirem uma forma de a fazer, já a “partícula de Deus” foi descoberta.
É assim que vai a nossa justiça.
Entendam-se por favor, pois se Magistrados, Advogados, Ministros da Justiça, e demais agentes da justiça, andam de costas voltadas, nunca haverá certamente a merecida justiça e estaremos longe de um estado de direito.
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